Posts filed under 'Comportamento'
Cria
Sou fã de Maria Rita… mas quando escutei essa música do novo CD dela voltei no tempo na vida do pequeno Henrique… foi inevitável não associar… acredito que muitas mães que tiveram oportunidade sentiram o mesmo. Vídeo, música e letra!
Cria
Maria Rita
Composição: Serginho Meriti/Cesar Belieny
Crescendo foi ganhando espaço
Pulou do meu braço
Nasceu outro dia e já quer ir pro chão
Já fala mãe, já fala pai
Já não suja na cama
Não quer mais chupeta
Já come feijão
E posso até ver os meus traços nos primeiros passos
Tropeça e seguro e não deixo cair
Se cai, levanta, continua
A porta da rua fechada
Criança não deixo sair
Da linha, da linhaReflexo no espelho leva à emoção
A lágrima ameaça do olho cair
Semente fecundou
Já começa a existirÉ cria, criatura e criador
Cuida de quem me cuidou
Pega na minha mão e guia
Add comment 1 Julho, 2008
A primeira experiência com dinheiro!
Desde os 05 anos que dava semanada a Henrique. Conforme reza a psicologia infantil, R$ 1,00 para cada ano de idade dado toda semana. Todavia percebi que ele não dava muito valor ao dinheiro. Até esquecia que tinha. Lendo um pouco mais a respeito, descobri minha falha: o dinheiro só deve ser dado se o pequeno pedir. E eis que a alguns meses ele sentiu uma necessidade e pediu sua semanada de volta que havia sido suspensa.
Cismou com um brinquedo. Eu achei uma fortuna! (E é mesmo!) Mas já que ele queria tanto, disse que poderia juntar sua semanada para comprar. Lógico que pelo valor ele levaria meses para conseguir. Tanto que certa feita ele chegou a lamentar: “Bem que eu queria ter 100 anos para ganhar logo de vez R$ 100,00″. rsrsrsrrsrs
Mas dei uma forcinha: seu aniversário estava próximo e o vovô Aldair e a Vovó Lindimar, a Bisa e a Mamãe, converteram seus presentes em Reais! (Risos). Logo ele juntou o montante e aqui está o resultado! Um passeio no shopping com uma passadinha no Playland e a conquista dos objetivos! Clique para ampliar!

1 comment 9 Setembro, 2007
Minha geração foi atropelada
(Adriano Silva)
Há 15 anos uma professora que tive cunhou uma síntese poderosa sobre sua geração. Ela disse que tinha sido vítima de seus pais. Em sua infância, as crianças não tinham direito a nada – nem a voz, nem a vez, nem a voto. E era usual os pais baterem nos filhos – às vezes muito – em nome da pedagogia.
Com desconsolo, ela constatava que, adulta, se tornara vítima dos filhos. Ao não reproduzir o modelo de pais brutais que sofrera, sua geração acabara produzindo filhos que só admitiam direitos e regalias, não reconheciam obrigações e responsabilidades e, sem jamais ter experimentado a sola de um chinelo, até agrediam os pais fisicamente. Ela lamentava ter nascido numa geração que talvez tenha sido a única na História a tomar pancada tanto de cima quanto de baixo. Como criança, só comia depois de os adultos terminarem a refeição. Como mãe, só depois de alimentar os filhos. Como criança, ia aonde quer que seus pais fossem. Como mãe, adaptava sua agenda aos programas dos filhos.
Quem dá as cartas
hoje é a turma que
veio montada na
revolução da internet
Minha geração vive uma situação parecida. Nós, que temos entre 30 e 40 anos, somos talvez a primeira geração que não dará o tom de sua época. Até a geração anterior, o sujeito crescia sob a égide da geração dos pais – até virar adulto e assumir as rédeas. Aí passava a ditar as regras. E gozava pelo menos 20 anos na torre de comando, definindo com seus contemporâneos a vida ao redor.
Minha geração não terá esse privilégio. Mal rompemos o padrão definido pela geração de nossos pais e já estamos a reboque dos impactos da novíssima geração. Somos atropelados por nossos sobrinhos e irmãos caçulas. A alma do planeta está deixando de ter as feições de nossos pais e já está adquirindo a cara de nossos filhos. Quem, como eu, nasceu entre 1965 e 1975, mais ou menos, compõe a última geração analógica da História. Quem dá as cartas hoje é a geração que veio montada na maior revolução de nossa época – a internet -, a garotada que tem menos de 25 anos e já nasceu digital.
O videogame não é natural para minha geração. Ao menos não o que se entende por “game” hoje (a palavra “vídeo” caiu em desuso, virou um termo ultrapassado associado a minha geração): uma religião que envolve realidade virtual, sessões de dez horas à frente do computador contra adversários em outros continentes, joysticks com 20 botões ou até jogos sem joystick! Absorvemos bem a chegada da internet, nos anos 90. Mas somos usuários arcaicos. Não temos um plugue que nos conecte, sem adaptador, a experiências como Second Life, Orkut, MSN. A blogsfera, para nós, é uma ilha que contemplamos com interesse, mas sempre de longe. Podemos estar abdicando do jornal como objeto, mas ainda gostamos de ter uma pilha de livros na cabeceira da cama e de levar uma revista para o banheiro.
Também não entramos de cabeça no mercado de downloads. Até temos um tocador de MP3. Mas ainda gostamos de comprar CDs, de polir bolachões de vinil, de encher a prateleira com DVDs a que dificilmente assistiremos. Somos, ainda, seres físicos, orgânicos. Enquanto a nova geração, que está nos tomando o cetro, é virtual, feita de códigos binários e bits por segundo.
Adriano Silva é jornalista
Add comment 4 Março, 2007
Metodologia de Comportamento Infantil – Parte III – O Pesadelo
Tem jeito não… tive que partir para a terapia da “havaiana de pau”! Tudo bem… não cheguei a tanto… mas tive que me utilizar dos “Tapas Pedagógicos”. Içami Tiba, adoro seus livros, mas EU NÃO AGUENTO MAIS!
Diálogos justificativos:
Mãe – Filho, limpe o chão que você sujou com a tinta de carimbo
Filho respondão – E por um acaso sou eu quem tem que limpar a casa?
Mãe – Henrique, você já terminou de limpar o chão?
Filho respondão – Eu não sou tão rápido assim não! Tenha calma!
Mãe – Filho, se você continuar com este comportamento você não vai para Jacuípe comigo. Vai para a casa do seu pai.
Filho respondão – Lá é muito melhor que aqui.
Mãe – Henrique, vou ter que lhe mandar tomar banho pela vigésima vez?
Filho respondão – Essa casa é muito chata! Não sei porque tenho tantas obrigações.
Etc, etc, etc…
Ele vai para Jacuípe comigo passar o Carnaval. Vamos ver se com a proximidade, no lazer, melhora. Mas agora não dá mais para amolecer não. Carinhas tristes e felizes não estão dando muito resultado mais… eu é que já estou ficando de careta! Socorro!
1 comment 16 Fevereiro, 2007
Metodologia de Comportamento Infantil – Parte II
Lá vamos nós para mais uma semana de metodologia infantil. Na semana anterior Henrique resolveu a vida dele nos “45 do segundo tempo”. Ganhou um presente. Mas hoje começou pessimamente mal.
Vamos ver se ele vai ser mais esperto essa semana ou se estou no fundo do poço! (risos).
Add comment 13 Fevereiro, 2007

